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Cá em casa somos cinco

Cá em casa somos cinco Somos mãe, pai, mano, mana e bebé que vem a caminho. Uma mão cheia de família.

Cá em casa somos cinco Somos mãe, pai, mano, mana e bebé que vem a caminho. Uma mão cheia de família.

Cá em casa somos cinco

25
Abr18

Manual de sobrevivência para birras

Sofia

Manual para lidar com birras ou mau comportamento: 

1.       Lembrar tudo o que já lemos sobre as melhores práticas

2.       Explicar calmamente à criança porque o seu comportamento não está a corresponder às nossas expectativas

3.       Esquecer o facto de que estamos cansados / atrasados / com sono / com dor de cabeça/costas/dentes/ouvidos

4.       Explicar calmamente à criança porque o seu comportamento não está a corresponder às nossas expectativas

5.       Canalizar a imagem da mãe do Ruca

6.       Explicar calmamente à criança porque o seu comportamento não está a corresponder às nossas expectativas

7.       Esquecer o facto de que estamos cansados / atrasados / com sono / com dor de cabeça/costas/dentes/ouvidos

 

 

Nesta altura há dois cenários possíveis:

- o vosso filho parou com a birra

- vocês perderam toda a calma, paciência, imagem da mãe do Ruca e já estão a gritar castigos e ralhetes incluíndo a descrição pormenorizada de como estão cansados / atrasados / com sono / com dor de cabeça/costas/dentes/ouvidos

 

Foi mais uma. Calma. Respirem fundo. Deixem passar uns minutos e vão ter com a criança para terminarem o que estavam a fazer e para se acalmarem.

Depois de acalmar, as crianças demoram uns 10 segundos a esquecer e a perdoar-nos. Nós vamos para o trabalho a remoer e a pensar no que já lemos sobre as melhores práticas, em como a mãe do Ruca lidaria com a situação, a desejar que eles tivessem um telemóvel para lhes mandar uma mensagem a pedir desculpa, cheios de remorsos pela falta de paciência e de como temos de ter mais calma porque de facto eles não percebem nem querem saber se estamos cansados / atrasados / com sono / com dor de cabeça/costas/dentes/ouvidos. Quando os vamos buscar à escola vamos enchê-los de abraços, beijos, declarações de amor para aliviar o peso na consciência que tivemos durante todo o dia.

Até ter eles não quererem vestir o casaco ou entrar no carro ou começarem a bater no irmão. Aí começa tudo de novo!

21
Abr18

A importância de se chamar...

Sofia

O meu nome é Fofinha Bailarina Mãe dos Bebés!

Isto é o que ouve lá em casa agora. Andam os pais a escolher um nome para a criança com tanto cuidado e carinho para passados 3 anos (e meio) ouvir isto cada vez que a chamamos pelo nome, de cara zangada e voz ralhona (mas a quem é que esta miúda sai?). Os nomes vão mudando: Fofinha, Bailarina, Mãe dos Bebés, Bela, Elsa... e claro, várias combinações entre os mesmos. O que não facilita a nossa vida.

Mas lá está, é uma fase, vai passar!

 

21
Abr18

Da criatividade

Sofia

 No outro dia o Mano disse: “Mãe, quero construir uma cidade. Precisamos de ir comprar materiais para fazer a cidade.”

Esta conversa foi uma quinta ou sexta-feira, no sábado já tínhamos planos por isso deixei a coisa rolar. Não passou. “Mãe, quando fazemos a nossa cidade?”

No Domingo, com a paciência que um Domingo em casa requer, recolhi os tais materiais que tinha lá por casa: todas as caixas de cartão grandinhas que encontrei em casa, folhas coloridas, marcadores, fita-cola, cola, um x-acto para mim. Claro que a concentração não durou muito tempo e passado uns 15 minutos já era só eu de volta da cidade. Lá ficou, uma caixa com janelas recortadas, uma porta, um telhado e colagens de desenhos de carros feitos pela Mana.

Mas de vez em quando lembra-se da cidade e volta ao trabalho. Ontem pegou na caixa de cervejas e começou a construir uma fábrica de cervejas: recortava e colava cartões, desenhos de cervejas pequenas e grandes, rodas dentadas e só parámos porque já passava da hora de dormir.

Não é preciso materiais topo de gama, não é preciso um projecto de arquitectura. Só é preciso alguma criatividade, paciência e deixá-los fazer como querem. Depois é só ficar a assistir (e a invejar) a criatividade  das crianças.

 

21
Abr18

Estou grávida!

Sofia

Eu sei, não é novidade. Já estou a meio da gravidez. Já é óbvio que estou grávida, vêm dar-me os parabéns e dão-me a vez na fila do supermercado.

Depois dos exames dos 3 meses, agora ando em stand-by à espera da morfológica, para ter a certeza do sexo e a partir daí começar a fazer o enxoval - que é como quem diz começar a recolher em minha casa, em casa de amigos e família, roupas e traquitanas de bebé. E comprar uma roupinha, a minha primeira roupinha para o meu bebé.

Mas hoje comprei a primeira coisa - uma coisa básica, mas que me fez sorrir por estar a preparar a vinda do meu bebé - sim, estou grávida. Um cesto para ter lá em casa com as fraldas, os toalhetes, cremes, etc. Nunca tivemos trocador e trocávamos as fraldas onde estivéssemos: de noite no quarto, de dia na sala. Por isso andava sempre com o colchãozinho do IKEA e com uma caixa com o material necessário - quando se trocam 10 fraldas por dia dá jeito...

E pronto, hoje vi um cesto todo catita no Continente e pensei que ficava mesmo bem para esta finalidade. E porque já não me lembro de que tamanho são as fraldas, comprei dois de tamanhos diferentes :P

17
Abr18

To be or not to be cool

Sofia

Não sou uma mãe cool.

Não me visto de maneira cool nem faço actividades cool com os meus filhos. Não comemos coisas cool como trigo sarraceno, quinoa, tofu nem faço bolos com stevia ou açúcar de côco. Não compro roupas de marca para os meus filhos para eles ficarem com um look mesmo cool. Não faço saídas românticas com o marido nem vou a restaurantes cool. Fui ao cinema 3 vezes em 6 anos (e uma delas ver um filme infantil). O último livro que li foi a Mosca Fosca; o último livro de adultos foi… há muito tempo. Não ponho fotos dos meus filhos no facebook, nem com smileys nem sem smileys. Ah e claro, nem sequer tenho Instagram nem Twitter nem nada mais recente que isso.

 

Comemos esparguete à bolonhesa e peixe cozido com batatas. Vamos ao parque quando está sol e levo o lanchinho de bolachas e fruta de casa. Andam vestidos como gostam, ele de fato de treino para não andar apertado, ela o mais pirosa que conseguir, ora de bailarina ora de princesa. Vamos ver um teatro ou outro de vez em quando, mas gostamos muito de estar em casa sem planos nem actividades. Não vêem programas educativos em inglês, vêem mesmo os bonecos do panda e coisas ainda mais silly no iPad. Não fazemos viagens pelo mundo, vamos de férias para o Baleal (pode parecer cool, mas não somos surfistas, logo, not cool).  A minha mãe modelo é a mãe do Ruca, mas às vezes mais pareço um T-Rex danado. Não nos tratamos por você, damos tantos beijinhos quanto nos apetece mas só a quem nos apetece. Não nos vestimos de igual nem temos penteados parecidos.

Mas sinto-me mesmo cool quando vamos à natação, eu a puxá-los “rápido, rápido, já é tarde!, “ enquanto lhes tiro casaco pelo caminho, e chegamos mesmo a horas e eles vão todos autónomos ter com os professores. Quando o pai está fora e eu os despacho, levo à escola, trabalho 8h, saio a correr e vou buscá-los para depois ainda esperar que acabem de brincar. Sinto-me mesmo cool quando me pedem para fazer uma máscara, um fato, uma festa de anos em casa e eu faço acontecer. Sinto-me um bocadinho cool quando as mães de um filho se sentem sem tempo para cozinhar, arrumar, trabalhar e eu desencanto um jantar em 5 minutos.

Não consigo fazer tudo, nem tudo bem nem tudo sozinha. Tenho muita ajuda.

Para começar do meu santo marido que atura todas as minhas neuras e que faz em casa tudo o que for preciso - menos trancinhas e escolher a roupa dos miúdos. Somos os quatro - os cinco - uma equipa um bocado louca e descoordenada, mas tranquila e feliz. E isso é muito, mas mesmo muito cool.

 

14
Abr18

Problemas femininos

Sofia

Quando soube que ia ter uma menina sabia que este dia ia chegar. Já tinha visto outros pais lá na escola a passar por isto. Lembro-me de na altura pensar: coitados, que situação, como é que conseguem?

Pois é, chegou o meu dia.

O dia da gritaria, choradeira, drama infindável... por ter de vestir calças no dia da ginástica.

Quinta-feira é o dia do mini ténis e aí não há problemas. Tem duas calças de fato treino pirosas que são as calças do mini ténis e nesse dia não há discussão para vestir (ou melhor, ainda não houve).

Sexta-feira é o dia da ginástica e o problema começou a semana passada porque houve meninas da sala que foram de vestido – e se elas foram de vestido na cabeça da minha filha nada justifica ela ter de ir de calças! Calças?! Isto começou há pouco tempo, porque ela ia sempre de leggings para a escola. Muito mais prático, principalmente no Inverno. Mas… começou pouco a pouco a pedir vestidos, um dia, outro dia e já é todos os dias – excepto estes dois dias, quinta e sexta.

Se ela é teimosa claro que tem a quem sair, e se é dia de ginástica tem de ir de calças! “Temos de respeitar as regras da sala”, “foi a professora que pediu”. Porque eu até a deixo vestir o que quer, pôr quantos ganchinhos e tiaras quantas quiser, vestir cor de rosa com cor de rosa e mais cor de rosa, ir de saia e ténis, vestir tutus – digo sempre que tem a vida toda pela frente para ter de se vestir de forma séria. Mas se é dia de ginástica tem de ir de calças!

Não foi portanto uma manhã fácil. No final fiz-lhe umas trancinhas e ela conseguiu distrair-se do facto de ir de calças – calças?! Atenção, umas calças super fashion rosa choque – eu não sou assim tão má mãe.

Quanto tempo faltará para o dia em que vou ter de a obrigar a vestir um vestido?

07
Abr18

Mantra infalível da maternidade e da paternidade

Sofia

É uma fase, vai passar. É só isto. Se já têm filhos vejam lá se não é verdade:
"O meu filho só adormece ao colo"
"Antes de adormecer tenho de ler a mesma história 3 vezes, cantar uma canção de 5 minutos, fazer massagem e ficar no quarto até adormecer".
"Só quer leite!"
"Já não bebe leite!"

”Avorda todas a noites para mamar / pôr a chucha / a chamar por mim”
"Berra cada vez que o pomos no carrinho"
"Tomar banho é um inferno"
“Não quer sair do banho”
"Não come sozinho"
"Não posso ir a um restaurante com ele"
"Só quer a mãe"
"Só quer o pai"
"De manhã não quer ficar na creche"
"À tarde não quer sair da creche"
 

Ou então as mais fofinhas:
"Diz-me que sou a princesa dele"
"Chama-me mami"
"Repara sempre que tenho uma roupa nova e diz que estou muito linda"
"Diz que se quer casar comigo"
 
 
Se ainda não têm filhos ou são pais recentes: a sério: é uma fase, vai passar. O meu conselho é aproveitar se for das fofinhas e respirar fundo se for das outras. Porque é mesmo verdade que eles crescem num instante e deixam de querer dar-nos a mão. E acredito mesmo que não vão para a universidade de chucha atrás e que não vão precisar de nós para lhes darmos a comida...
 

07
Abr18

Às três é de vez

Sofia

A bem dizer, só ainda somos 4, mas vem mais um a caminho. Tínhamos a vida bem orientada, um menino, uma menina, um T3 desde o ano passado e tudo planeado para assim continuar. Pois no início deste ano a vida veio trocar-nos as voltas e presentear-nos com um bebé, mais um filho, o terceiro filho. Depois de algumas semanas a habituarmo-nos à ideia, a fazer contas ao orçamento, a tentar visualizar como iria ser, eu enjoada de manhã à noite, começámos a partilhar a boa nova. E só fazia sentido começar pelos meninos. A Mana não percebeu mas o Mano ficou doido de alegria. Aí percebemos que tudo ia correr bem, porque este bebé não é só nosso, mãe e pai, mas é igualmente dos manos, é da nossa familia. E os pequenos aceitaram de imediato a ideia de cá em casa sermos cinco. Desde aí as reações têm sido todas à volta do espanto (os meus pais ficaram de boca aberta a perguntar é verdade? A sério?, e ao comentário habitual do "não estava à espera" nós respondemos "nós também não". Depois foi "passar" nos exames dos 3 meses, contar no trabalho e começar a viver em pleno esta gravidez.

Sim, porque esta é mesmo a última!

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